Acho que uma das melhores coisas que me ocorreram nesses últimos anos foi o conhecer novas literaturas que me incentivaram na volta do hábito da leitura.
Por conta do NBC (Namjoon Book Club) tive a oportunidade de ler grandes obras, e isso inclui o livro da autora sul-coreana Shin Kyungsook intitulado Por favor cuide da mamãe (1ª Edição, 2012, Editora Intrínseca, já aviso que a versão física está bem difícil de achar, li no kindle dessa vez). A descrição no site da editora segue a baixo:
Por favor, cuide da Mamãe narra a história de Park So-nyo, moradora de uma aldeia no interior da Coreia do Sul e mãe de cinco filhos já crescidos, que desaparece ao chegar a Seul para visitá-los. Como fez a vida toda, o marido, com quem Park é casada há mais de 50 anos, simplesmente supôs que a esposa o seguia e a deixou para trás numa estação de metrô. Essa é a última vez que Park é vista.
Enquanto a procuram pelas ruas da cidade, o marido e os filhos relembram a vida de Park So-nyo e repassam mentalmente tudo o que não disseram a ela. São essas vozes que revelam os desejos, as dores e os segredos de uma mulher que ninguém nunca conheceu de verdade. E, à medida que o mistério de seu desaparecimento se desenrola, surge um enigma ainda maior, comum a todas as mães e filhos: como o carinho, a exasperação, a esperança e a culpa somam-se para dar origem ao amor. Terno e redentor, Por favor, cuide da Mamãe é ao mesmo tempo um retrato da Coreia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor.
Se você pensa que será uma leitura leve, e digamos que apenas um básico conflito, já aviso que você não terá isso. Estamos falando de literatura coreana, Shin aqui vai te quebrar no início, tratando como segunda pessoa. Você. Você não ligou para mamãe. Você não a conhecia. Isso te dá um grande impacto independente do relacionamento com a sua família. O livro não é longo, dependendo do seu ritmo de leitura consegue terminar em um dia ou um fim de semana, mas fica aqui o aviso, algumas pessoas choraram outras ficaram bem comovidas.
São três filhos mais o marido, sem conhecer de verdade a mulher/mãe que também era um ser humano com necessidades. A uma cultura do interior que muita gente pode se identificar e que podemos trazer para a realidade brasileira, reflete em como somos uma geração que muitos foram os primeiros filhos e netos a ir para uma universidade e a ter uma profissão, tudo esforço e resultado da luta de pais e avós.
Será que enxergamos nossos pais como seres humanos ou eles são apenas nossos pais? Nossa cultura é mais calorosa que a dos coreanos sim, mas o abraçar é a real demonstração de afeto u isso também está no automatico e no costume do dia a dia? Acho que o relacionamento da mãe com a filha do meio foi o que mais me abalou, pois ela acabou sentindo mais, e mesmo falhando, ela foi uma das únicas pessoas que conseguiram enxergar a mãe como ela era.
Recomendo demais a leitura, e me contem no futuro, o que vocês acharam... Claro que eu não iria colocar spoilers aqui pois, pra conhecer a obra, aí é com vocês.


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